Ensaios

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Dostoiévski e a dialética: fetichismo da forma, utopia como conteúdo

Flávio Ricardo Vassoler

Em Dostoiévski e a dialética, Flávio Ricardo Vassoler põe em xeque a interpretação mais famosa da obra do romancista russo, eternizada pelo crítico soviético Mikhail Bakhtin em Problemas da poética de Dostoiévski, de que seu conjunto comporia uma “catedral polifônica”, ou seja: um concerto de vozes em harmonia em uma construção erigida em bases sólidas.

Fiódor Dostoiévski, por romances do porte de Irmãos Karamazov e Crime e castigo, é considerado um dos maiores escritores da história. Sua profunda investigação da psique humana, pensada filosoficamente através de seus personagens, o tornaram inspiração e leitura indispensável para inúmeras correntes de pensamento que surgiriam a partir da segunda metade do século XIX, dentre as quais se podem destacar o niilismo, o existencialismo e a própria disciplina da psicanálise. Significa dizer que Dostoiévski teve influência fundante na tradição filosófica que o sucedeu e que ainda rege, em boa parte, nossa concepção de mundo.

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Ação e percepção nos processos educacionais do corpo em formação

Cecília Noriko Ito Saito

A preparação da criança e do jovem para a vida tem sido, em todos os tempos e em todos os povos, uma preocupação maior. Reconhece-se, em todos os contextos, estratégias para que as novas gerações sejam preparadas para conviver com seus pares, que é a essência da cidadania, e para que sejam estimuladas ao novo, à criatividade, pautada por especificidades do eu, o que é essencial para o progresso coletivo.

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Sagarana - O Brasil de Guimarães Rosa

Nildo Maximo Benedetti

O tema deste livro, trabalho de desenvolvimento das ideias gerais expostas por Luiz Dagobert de Aguirra em um curso de pós-graduação ministrado na Universidade de São Paulo, aborda a proposição de uma interpretação literária de Sagarana, segundo a qual teria um sentido geral, e todas as partes que a compõem estariam intimamente interligadas entre si e a esse sentido nuclear.

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Índia e Extremo Oriente: via da libertação e da imortalidade

Massimo Raveri

Cada religião oriental procura representar um caminho particular rumo à libertação e à imortalidade. Enquanto o budismo nega a revelação e a existência e o afastamento das ilusões, o hinduísmo funda-se em uma lei revelada, verdadeira e eterna, o Dharma. O taoísmo, por sua vez, não aceita a eternidade, e postula que tudo está em mutação. O tao (dao) é o princípio imanente à realidade, a respiração do universo e a essência do homem, é o ritmo secreto da natureza, a própria lógica das incessantes transformações. Já a experiência religiosa shinto é animada pelo conceito de pureza e de renovação do tempo, e seus mitos ensinam que uma mesma ordem permeia toda forma de vida, negando a diferença ebtre deus, natureza e homem.

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Imagens de um mundo trêmulo

John Milton

Concebidas originalmente como diário eletrônico de viagem, estas Imagens de um mundo trêmulo, de John Milton, utilizam algo de nossa atualizada tecnológica para refazer os passos daqueles observadores das cidades européias do século dezenove, quando as primeiras metrópoles representaram o encanto a um só tempo assustador e promissor da nova face urbana que sugia, forma palpável da nova sociedade industrial.

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Imagem contemporânea II

Explicitar a diversidade imagética e criativa é, ao mesmo tempo, pensar as diferentes apostas estéticas, éticas e, por conseguinte, políticas que definem sua produção e, também, sua recepção -- este aspecto merece destaque, pois trata-se aqui de não furtar-se à discussão sobre as infinitas mediações que formam e conformam o olhar do espectador, definindo valores e a própria fruição das obras.

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Imagem contemporânea I

Artes plásticas, cinema, vídeo, fotografia, performance, mídias digitais, games... A imagem contemporânea inserida na história, reflete tanto a fragmentação como as novas possibilidades de criação oferecidas pelo avanço tecnológico.

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História de igrejas destruídas

Eduardo Brigagão Verderame

“Este livro compreende uma pequena coleção de desenhos e histórias que reuni sobre igrejas brasileiras destruídas. Os motivos e as razões que provocaram essas destruições variam desde incêndios ou guerras até mesmo reformas ou simplesmente o descaso. Algumas dessas igrejas existem ainda hoje, reconstruídas e restauradas, outras tantas não tiveram a mesma sorte. [...] A minha ideia foi fornecer um pequeno histórico ou contexto sobre as igrejas, sempre acompanhados de alguma imagem que retratasse seu aspecto arquitetônico original, desenhadas, na maioria das vezes, a partir de alguma foto e quando possível de uma visita às suas ruínas.”

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Fazendo rizoma

Vários

Diz Deleuze, em Mil Platôs, que um livro não tem objeto nem sujeito; é feito de matérias diferentemente, de datas e velocidades muito diferentes. Num livro, como em qualquer coisa, há linhas de articulação e segmentaridade, estratos, territorialidades, mas também linhas de fuga, movimentos de desterritorialização e desestratificação.

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Eu conheci Benny Moré

"Personalidade original, Benny Moré foi a culminação de todo um caminho percorrido pela arte musical em Cuba. Sua voz percorria todo o registro vocal, tonalidades e tempos, desdobrando-se em frases e gritos, acompanhado de passos dançantes, criando uma atmosfera envolvente. Passava da interpretação de uma canção suave a um guaguancó, quase sem se notar.

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Cultura pop japonesa

Sonia Bide Luyten

Este livros reúne artigos e depoimentos de diversos personagens importantes na história da divulgação dos quadrinhos no Brasil. O leitor encontrará abordagens de diferentes aspectos dessa arte narrativa: os quadrinhos como ferramente pedagógica, como indústria cultural, como campo de estudos acadêmicos, a história das iniciativas pioneiras, aspectos da tradução e das trocas culturais, quadrinhos como base de formação de novos leitores ou como veículo de divulgação da cultura japonesa.

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Ao longo do rio

Alexandre Koji Shiguehara

Há casos em que o crítico e a obra visada partilham qualidades análogas, seja pelo compromisso com a linguagem eleita, seja pelo campo dos valores éticos perseguidos. Essa comunhão ocorre aqui, quando o discurso crítico de Alexandre Shiguehara se põe a seguir o curso de poemas narrativos de João Cabral.

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Antonio Carlos Barossi

Carlos Augusto Ferrata

"O acento forte dos projetos de Barossi está posto no espaço da vida — em sua sutil integração interna —, e não no virtuosismo formal ou técnico. Se a arquitetura da chamada Escola Paulista nos legou uma herança discursiva que recusa em grande medida o arbítrio da dimensão autoral, a produção de Barossi traduz esse legado em sua medida mais justa, porque livre de retóricas maneiristas."

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Graciliano Ramos e a Novidade: o astrônomo do inferno e os meninos impossíveis

Ieda Lebensztayn

No início da década de 1930, Graciliano colaborou com uma revista alagoana pouco conhecida e de vida curta chamada Novidade, no mesmo time que Aurélio Buarque de Holanda, Jorge de Lima e José Lins do Rego. Neste livro, a autora faz uma apresentação da revista e, ao também interpretar os romances maduros do autor, encontra neles algumas das preocupações éticas norteadoras de Novidade.

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Escritório - O espaço da produção administrativa em São Paulo

Claudio Silveira Amaral

Estudo sobre o espaço do escritório em São Paulo, de 1890 até os dias de hoje, um trabalho até então praticamente inexistente nas pesquisas acadêmicas. Analisa desde a configuração do espaço organizacional do escritório, o seu layout e mobiliário, o edifício em que se encontra, até a teoria administrativa e a política econômica da época.

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Mangá – o poder dos quadrinhos japoneses

Sonia Bide Luyten

Os mangás, como são conhecidas no Japão as histórias em quadrinhos, constituem um dos maiores fenômenos de comunicação de massa japoneses. Este livro decifra o mundo dos quadrinhos japoneses, desde a produção até sua difusão, segmentada e amplamente divulgada no Japão.

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Pintura e escrita do mundo flutuante

Madalena Hashimoto Cordaro

Pintura e escritura do mundo flutuante é um estudo sobre as artes japonesas no século XVII, especialmente atento ao trabalho de Hishikawa Moronobu e Ihara Saikaku. A autora debruça-se exaustivamente sobre os sistemas que governam e orientam a produção artística, seja ela escrita, pintura, gravura, cerâmica, tecelagem ou tingimento. Interessada em perseguir a constituição e desenvolvimento do conjunto de tópicas denominado mundo flutuante (ukiyo), Madalena Hashimoto retrocede aos primeiros períodos da arte japonesa a fim de verificar a permanência e a renovação dos modos de produção artística e a trajetória que redunda na obra do poeta e do pintor analisados.

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Leitores e leituras de Clarice Lispector

Clarice Lispector, nascida em 1920 na Ucrânia e vivendo desde a primeira infância no Brasil, é uma das mais admiradas e revisitadas escritoras brasileiras. Sua obra, iniciada com Perto do coração selvagem, publicado em 1944, impôs-se como uma experiência que alargou decisivamente o repertório de formas colecionando ao longo do século XX o Brasil.

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A imprensa carnavalesca no Brasil

José Ramos Tinhorão

Com um misto de erudição e graça, Tinhorão - após a leitura de mais de 200 publicações carnavalescas, como as Farpas fenianas, O azucrim, O diabo da meia-noite, O philomono, O facho da civilização... - retrata os momentos dessa história em que o riso foi instrumento para corrigir os costumes: ridendo castigat mores. E assinala que, antecipando as formulações de Bakhtin sobre o contexto de Rabelais, um jornal de sociedade carnavalesca no Brasil já propunha a “carnavalização da república”. Da Idade Média ao Carnaval brasileiro, diversas formas de fazer rir viriam a se transformar em literatura, com a domesticação de sua malícia, e a constituir a tradição da imprensa carnavalesca no Brasil, cuja espiritualidade viraria cinza com o fascínio da modernização.