As ruínas de junho

As ruínas de junho

Daniel Souza, no começo deste livro, apresenta uma pergunta importante: “Há algo de junho que ainda nos favorece a agir politicamente?”. Com uma resposta, o próprio autor nos diz: “Junho permanece como um campo aberto. Um marco de uma série de convulsões sociais e políticas que, em disputas, acabaram reconfigurando e ressignificando os espaços institucionais de uma democracia liberal”. A sua interpretação se coloca para além dos esquemas prático-teóricos que encaixam 2013 como a “grande esperança de reorganização das esquerdas” ou como um “movimento capturado pela direita e por grupos antidemocráticos”. Nesta obra, veremos que os “estilhaços” destes movimentos seguiram gravitando na arena política brasileira.

Renato Rezende

R$ 93,00

Ficha Técnica

ISBN 978-65-86974-46-1
Ano de Publicação 2023
Edição
Páginas 216
Dimensões 12,7 × 19,0
Idioma Português

sobre os autores

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Daniel Souza

Daniel Souza é doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (umesp) e pesquisador colaborador da ufabc, em estágio de pós-doutorado em Filosofia. Atua como professor do Colégio São Domingos e da Escola Vera Cruz, em São Paulo. Entre 2015–2017 presidiu o Conselho Nacional de Juventude, espaço de participação da sociedade civil junto ao Governo Federal. É professor de filosofia no ensino médio de escolas particulares na cidade de São Paulo, militante do movimento ecumênico e Elémòsó do Ilê Obá Asé Ogodo.

Paratextos

Jean Tible

Jean Tible

Jean Tible é militante, doutor em sociologia (unicamp) e professor de Ciência Política na Universidade de São Paulo (usp). É autor de Marx selvagem (Autonomia literária, 2019) e organizador de vários livros sobre e a partir de lutas contemporâneas: Junho — potência das ruas e das redes (Fundação Friedrich Ebert, 2014), Cartografias da emergência: novas lutas no Brasil (fes, 2015) e Negri no trópico 23º 26’14 (Autonomia literária, Editora da cidade, n-1 edições, 2017).