Carta sobre a tolerância

Carta sobre a tolerância

Locke defende nesta carta que as ações dos cidadãos, principalmente as religiosas, devem ser defendidas pelo Estado, desde que essas ações não contrariem a sua função principal: defender a vida, a liberdade e a propriedade. A reivindicação por tolerância tem como pressuposto a separação entre Estado e Igreja, ideia revolucionária para o cenário político de então. Carta sobre a tolerância foi redigida em latim durante o exílio político de Locke na Holanda sob o título de Epistola de tolerantia, e no mesmo ano traduzida para o inglês por William Popple (A Letter Concerning Toleration, 1689). A tradução que ora apresentamos ao leitor segue essa versão inglesa da Carta, pois foi a ela que Locke se referiu posteriormente, constando também na maioria das edições de suas obras.

R$ 43,18

Ficha Técnica

ISBN 978-85-7715-050-2
Ano de Publicação 2007
Edição
Páginas 104
Dimensões 11,5 × 17,5 cm
Idioma Português

sobre os autores

John Locke

John Locke

John Locke (Wrington, 1632—Oates, Inglaterra, 1704), filosofó empirista inglês. Lançou as bases da epistemologia moderna segundo o princípio de que “nao há nada no entendimento humano que não esteve antes nos sentidos. Em sua obra fundamental, Ensaios sobre o entendimento humano (1690), desenvolveu a tese de que o homem nasce desnudado de conhecimentos, tal qual uma tabula rasa, que so será preenchida mediante as experiências realizadas ao longo da vida. Ao contrário do que pressupunha o inatismo cartesiano, as ideias não estão dadas a priori, mas devem ser compreendidas como uma elaboração do entendimento a partir da origem perceptiva. Assim, a crença na metafísica resulta ilusória, porque toma como válido o que depende inteiramente da contingência da experiência. Portanto, à filosofia resta apenas ser crítica, isto é, determinar o alcance e os limites do conhecimento humano. O pensamento de Locke rapidamente se difundiu pelo continente europeu e, a despeito de toda a resistência que encontrou, não é demasiado dizer que ditou as principais discussões filosóficas da época. Entre outros, escreveu ainda Ensaio sobre a lei da natureza (1663), Tratados sobre o governo civil (1689) e Pensamentos sobre a educação (1693).