Eu

Eu

Publicado em 1912, Eu seria o único livro de Augusto dos Anjos. Os 58 poemas aqui reunidos causaram enorme estranhamento no ambiente literário do início do século XX e permanecem ainda hoje como exemplares de uma poesia bastante insólita. Frutos de uma singular aliança entre tendências literárias e filosóficas do período, os poemas de Eu são tributários do cientificismo positivista do século XIX, do formalismo parnasiano, do misticismo simbolista — vazado pelas doutrinas espirituais do Oriente, que o poeta empresta de Schopenhauer, junto do pessimismo a respeito das coisas humanas — e das ideias do Naturalismo, que reduzem o homem a seus aspectos biológicos e temperamentais. Anti-idealista, corrosiva e impiedosa na consideração dos destinos humanos, a poesia de Augusto dos Anjos, considerada doentia por muitos de seus contemporâneos, sobreviveu ao século XX muito melhor do que a de autores celebérrimos durante a vida do poeta, como Olavo Bilac e Raimundo Correa.

R$ 68,92

Ficha Técnica

ISBN 978-85-7715-284-1
Ano de Publicação 2012
Edição
Páginas 188
Dimensões 11,5 × 17,5 cm
Idioma Português

sobre os autores

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Augusto dos Anjos

Augusto dos Anjos (Cruzdo Esṕırito Santo, PB, 1884–Leopoldina, MG, 1914) nasceu no Engenho Pau D’Arco, na Paraíba, Estado onde viveu até os 24 anos. Entre 1903 e 1907 estudou direito na Faculdade de Direito do Recife. Em 1910, transferiu-se para o Rio de Janeiro com sua mulher, grávida de seu primeiro filho, que não sobreviveria.Viveu em condições precárias na cidade, com dificuldades de obter emprego e sustento para si e a família. Em cerca de três anos, consta ter residido em dez diferentes endereços, em geral hospedado em pensões. Em 1912,o poeta publicou seu único livro, Eu, financiado por seu irmão Odilon. Em 1914 foi morar em Leopoldina, onde obteve o cargo de diretor do Grupo Escolar da cidade em que faleceria, aos trinta anos, na noite de 12 de novembro

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