Emile Zolá (Paris, 1840—id. 1902), romancista, ativista político e crítico francês, figura ao lado de Balzac como um dos mais importantes e prof́ıcuos escritores do século XIX. Sua obra, fortemente marcada pelo realismo social, muitas vezes de caráter documental, além do acabamento estético, possui o mérito de ter refletido as mudanças que as revoluções industrial e econômica introduziram na França. Militante e um dos mentores da escola naturalista, Zola conheceu de perto a pobreza. Foi colega de classe de Paul Cezanne, em Aix-en-Provence, onde passou a infância. Em 1859, abandona os estudos após tentar duas vezes o exame para bacharel e vive dois anos de grande penúria. Em 1870, inicia a redação de uma extensa série de romances, o ciclo dos Rougon-Macquart (1871–1893). Deles destacaram-se Naná (1879), retrato franco sobre a prostituição, e Germinal (1885), relato chocante sobre as condições desumanas impostas aos mineiros. Falece em circunstâncias misteriosas, vítima de envenenamento por monóxido de carbono em decorrência de uma obstrução na chaminé de sua lareira.