Errico Malatesta (Sta. Maria Capua Vetere, Itália, 1853—Roma, 1932) foi um dos mais ativos e influentes anarquistas. Ainda adolescente, participou da Primeira Internacional em 1871. Orador e propagandista eloquente, logo se tornou um dos líderes do movimento anarquista, ajudando a organizar grupos revolucionários na Itália, Espanha, Romênia, Egito, nos EUA e na América do Sul. Ativista incansável, passou 10 anos preso, foi sentenciado à morte três vezes, e amargou um exílio de cerca de 35 anos em vários países. Escritor prolífico, fundou e dirigiu vários periódicos de orientação anarquista: La Révolte (coeditado comKropotkin), La Questione Sociale, L’Associazione, Pensiero e Volontà e Umanità Nova. Para Malatesta, a estratégia fundamental consistia na organização dos trabalhadores e revolucionários como a melhor via para alcançar os objetivos do programa anarquista. Não acreditava na eficácia dos partidos políticos nem na revolução política, convencido de que apenas uma revolução social, liderada pelo povo, constituiria um meio viável de transformação da sociedade. Banido da França, Bélgica e Suíça, países onde teve papel crucial na conscientização dos trabalhadores, viveu os últimos anos de sua vida em prisão domiciliar sob o regime fascista italiano. Com a saúde irreversivelmente abalada pelos constantes deslocamentos, prisões e maus tratos, morreu em decorrência de uma pneumonia em 1932.