Joseph Conrad (Józef Teodor Konrad Korzeniowski. Berdyczów, Polônia [atualmente Berdychiv, Ucrânia]—Bishopsbourne, Inglaterra, 1924), filho de pais poloneses, aos 16 anos fez-se ao mar, realizando viagens à Martinica e ao Caribe, e mais tarde tornando-se capitão da marinha mercante britânica, com a qual fez várias visitas ao Oriente. Em 1890, Conrad subiu o rio Congo, no comando de um navio a vapor, intensa experiência retratada em No coração das trevas. Reformou-se da marinha ao final de vinte anos, em 1894, e passou a residir na Inglaterra, como súdito da coroa, e ali desposou uma jovem inglesa. Conrad só começa a escrever aos 32 anos, com o romance A loucura do Almayer (1895). Seguiram-se, entre outros, O negrodo Narcissus (1897), Lorde Jim (1900), Juventude (1902), No coração das trevas (1902), Tufão (1903), Nostromo (1904), O agente secreto (1907), e Vitória (1915). Conrad é não apenas um fenômeno literário, mas também linguístico, já que a língua na qual sua produção literária figura entre as melhores de todos os tempos, era o seu terceiro idioma (vindo depois do polonês e do russo), um idioma com o qual teve seu primeiro contato aos 21 anos.