Rudolf Rocker

Rudolf Rocker

Rudolf Rocker (Mainz, 1873-Nova York, 1958) foi anarco-sindicalista, historiador e ativista alemão. Ainda jovem, ingressa no Partido Social Democrata alemão, mas é expulso em 1890 por apoiar o grupo de oposição Die Jungen. Em 1891, participa do congresso da Segunda Internacional, e um ano depois inicia sua colaboração na imprensa anarquista. Procurado pela polícia, é obrigado a abandonar a Alemanha em 1892. Vive alguns anos em Paris e se estabelece na Inglaterra apartir de 1895, onde se envolve no movimento anarquista judeu, apesar de gentio, e fica conhecido como o “rabi anarquista”. Em 1898, edita em Leeds o semanário iídiche Dos Fraye Vort (“O mundo livre”), além de coordenar o movimento anarquista em Whitechapel e ajudar a organizar os trabalhadores judeus do East End de Londres. Em 1918, é deportado para a Holanda, mas retorna pouco depois para o seu país natal. Figura de proa do Congresso Internacional de Berlim em 1922, ajuda a fundar a Associação Internacional de Trabalhadores, assumindo as funções de secretário. Em 1933, abandona a Alemanha para escapar da perseguição nazista e se estabelece nos EUA, dando seguimento ao seu trabalho como orador e escritor, dedicando-se à análise do fascismo e do comunismo. Os últimos vinte anos de sua vida são passados na comunidade de Mohegan, em Nova York, onde granjeia a fama de mais importante líder anarquista depois de Kropotkin e Malatesta. Crítico do socialismo autoritário, e do que chamava de “ditadura do proletariado”, Rocker buscava no sindicalismo uma forma de propugnar o ideal anarquista. Como anarco-sindicalista, acreditava que os trabalhadores, organizados, deveriam se apropriar do capital e das ferramentas de trabalho para se emancipar da exploração burguesa. Rudolf Rocker faleceu no Maine, EUA, em 1958, pouco depois de perder sua companheira Milly.