Rosácea
PRÉ-VENDA

Rosácea

Autora homenageada da 24ª Flip. 
Rosáceas são rosas desabrochadas dentro de vitrais circulares coloridos, usadas para adornar catedrais góticas. Quarto livro de Orides Fontela, publicado em 1986, Rosácea traz, mesmo com horizonte espiritual, essa maior concretude em suas representações imagéticas do real.

"A primeira impressão que nos assalta é a de um misto de júbilo e de espanto. Júbilo, porque não é sempre (ou melhor, é muito raro) que uma autora nos concede a dádiva do milagre da poesia; espanto, porque mais raro ainda quase não se chega a entender como pôde Orides extrair tanto de tão pouco, como pôde dizer tudo o que nos diz a partir de estruturas e recursos formais tão sucintos e singelos. Mas o segredo dessa altíssima poesia reside justamente aí, nessa linguagem de essencialidades, nesse discurso cuja limpidez dói até no próprio espírito, nessa dicção exata e cristalina na qual o quê e o como da expressão poética convivem num diálogo de harmonia e organicidade absolutas. Não há em Rosácea, como tampouco em Alba, um único poema de que se possa dizer seja sequer mediano. É tudo de extraordinária altura e dignidade literárias. E isso alegra. E desconcerta." (Ivan Junqueira, O Estado de S. Paulo, 20 jul. 1986)

Edição com textos de Augusto Massi, Patrícia Lavelle e Verônica Stigger.

R$ 58,60
Envio a partir de: 20/04

Ficha Técnica

ISBN 978-65-5159-012-2
Ano de Publicação 2026
Edição
Páginas 128
Dimensões 13,5 x 20,0
Idioma Português

sobre os autores

Orides Fontela

Orides Fontela

Orides Fontela (1940-1998) nasceu em São João da Boa Vista (SP), onde concluiu o curso normal e tornou-se professora. Foi surpreendida, depois de publicar alguns poemas no jornal da cidade, pelo entusiasmo do antigo colega de escola, o jovem crítico Davi Arrigucci Jr., que fez questão de levar apresentar a produção literária da amiga aos professores e ao público da USP, de modo que o primeiro livro de Orides, Transposição (1969), já nasceu consagrado. 

Depois de Helianto, publicado em 1973, seu terceiro livro, Alba (1983), conquistou o prêmio Jabuti de Poesia. Teia (1996) foi contemplado com o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Seus poemas foram elogiados, em diversos momentos, por críticos como Antonio Candido, Décio de Almeida Prado, Alcides Villaça, Augusto Massi e José Miguel Wisnik. Esse reconhecimento contribuiu para que a autora, em momentos pontuais, alcançasse mais leitores, mas só recentemente sua obra vêm conquistando a atenção que merece.

Organização

Ieda Lebensztayn

Ieda Lebensztayn

Ieda Lebensztayn é pesquisadora de pós-doutorado na Biblioteca Brasiliana Mindlin, com estudo a respeito da recepção literária de Machado de Assis. Doutora em Literatura Brasileira. Fez pós-doutorado no sobre a correspondência de Graciliano Ramos. Autora de Graciliano Ramos e a Novidade: o astrônomo do inferno e os meninos impossíveis (Hedra, 2010). Organizou, com Thiago Mio Salla, os livros Cangaços e Conversas, de Graciliano Ramos, publicados em 2014 pela Record.

Paratextos

Augusto Massi

Augusto Massi

Augusto Massi (1959) é poeta, ensaísta, editor e professor brasileiro. Com atuação destacada no campo da crítica e da edição literária, participou da formação de importantes catálogos editoriais e do debate cultural contemporâneo.

Patrícia Lavelle

Patrícia Lavelle

Patrícia Lavelle é Professora do Departamento de Letras da PUC-Rio, atuando no Programa de Pós-graduação em Literatura, Cultura e Contemporaneidade. É também Pesquisadora Associada à ENS-Paris, onde defendeu doutorado em Filosofia e deu aulas. Sua tese foi publicada em livro: Religion et histoire. Sur le concept d’expérience chez Walter Benjamin. Paris: Cerf, col. Passages, 2008. Entre outros volumes coletivos, organizou Walter Benjamin. Paris: L’Herne, col. Cahiers de l’Herne, 2013.

Verônica Stigger

Verônica Stigger

Veronica Stigger é escritora, crítica de arte e professora brasileira. Doutora em Teoria e Crítica de Arte, sua produção literária transita entre o conto, a novela e a narrativa híbrida, marcada pelo humor, pela experimentação formal e pelo diálogo com as artes visuais.