Contemporâneos

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Círculos de coca e fumaça

Danilo Paiva Ramos

Círculos de coca e fumaça debruça-se sobre os Hupd’äh, povo indígena falante de língua Hup que vive na região do Alto Rio Negro, no noroeste da Amazônia. Suas rodas noturnas para ingerir coca e tabaco - momentos de compartilhar mitos e histórias de andanças pela mata, ensinar benzimentos e executar curas e proteções xamânicas - são o principal cenário do livro. Nessas situações, Paiva Ramos percebeu performances, contextos em que os ameríndios relacionam suas experiências e observações da mata com as palavras dos mitos e encantamentos. A partir dessa interação, o viajante hup consegue interagir com seres de múltiplas paisagens e expandir seu campo de percepção, em um engajamento mútuo com os processos de transformação do mundo.

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Nas Redes Guarani – saberes, traduções e transformações

A etnia Guarani é uma das maiores das Américas, englobando dezenas de subgrupos étnicos diferentes. Diante de tal dimensão, as antropólogas Dominique Tilkin Gallois e Valéria Macedo coligiram diversos textos, de antropólogos e guaranis, para percorrer alguns desses grupos e traçar seus caminhos, costumes, crenças e pontos de contato.

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Crônicas de caça e criação

Uirá Garcia

Atividades de caça são fundamentais na percepção de mundo dos Awá-Guajá, povo Tupi-Guarani que habita o noroeste do Maranhão. Suas relações territoriais, cosmologia, guerras, sistemas de aliança e parentesco giram em torno da atividade predatória. Tais conexões são abordadas em Crônicas de caça e de criação, nova publicação da coleção Mundo Indígena. Para mergulhar e relatar seu regime de vida, o antropólogo Uirá Garcia, pós-doutor pela Unicamp, passou treze meses, entre 2007 e 2013, frequentando três diferentes aldeias Guajá.

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Aulas de literatura russa: de Púchkin a Gorenstein

Aurora Bernardini

ʟᴀɴᴄ̧ᴀᴍᴇɴᴛᴏ ― Aulas de literatura russa: de Púchkin a Gorenstein apresenta um rico material que, se não propriamente um panorama das letras russas, está muito próximo disso. Há desde textos dedicados aos românticos, como Aleksandr Púchkin e Nikolai Gógol, até aos contemporâneos, como Ióssif Bródski e Serguei Dovlátov.

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Coleção Trás-os-Mares

Estreando a coleção Trás-os-mares, a Editora Circuito publica, pela primeira vez no Brasil, cinco livros de grandes prosadores portugueses contemporâneos. Tratam-se dos romances A loucura branca, de Jaime Rocha; Noturno europeu, de Rui Nunes; Até o ano que vem em Jerusalém, de Maria da Conceição Caleiro; Adoecer, de Hélia Correia; e o livro de narrativas breves Éter, de António Cabrita.

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Noturno Europeu

Rui Nunes

Hugo Pinto Santos, crítico do suplemento literário do jornal Público, Ípsilon, Noturno Europeu (…) descreve “uma Europa comum, loura, atlética, que uiva pelo seu guia”, e resume, na escolha fixada pelo título, uma situação e determinado posicionamento que é identitário da própria escrita; “Europa dos lugares indiferentes, mapeada como uma espécie de metonímia do mundo”.

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A loucura branca

Jaime Rocha

De acordo com António Cabrita, em A loucura branca, Jaime Rocha “apresenta-nos um texto que mergulha no cotidiano e no mundo trivial com uma demência quase surreal, cruzando Kafka com os filmes de David Lynch. Um misto de mistério, sedução e humor sutil.” Para Miguel Real, “A capacidade de descrever situações claustrofóbicas de um modo estético, não recorrendo a símbolos narrativos neorromânticos ou góticos, utilizando exclusivamente um léxico de referentes semânticos realistas, identifica e singulariza a obra romanesca de Jaime Rocha no horizonte do romance português contemporâneo.”

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Éter

António Cabrita

Em Éter, António Cabrita reúne sete narrativas urbanas, que se localizam nos dois países em que tem alternado a sua vida, Portugal e Moçambique. São sete histórias com distintas estratégias narrativas, tal como são variados os seus temas, sendo, contudo, transversal uma idêntica tensão entre a memória pessoal e o esquecimento coletivo, bem como a escrita peculiar do autor de A Maldição de Ondina. Os seus diferentes narradores atuam na fronteira entre a verdade e a verosimilhança, adotando o jogo perigoso de fazer coincidir drama pessoal e memória coletiva.

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Adoecer

Hélia Correia

Adoecer elabora a vibrante história de amor entre a modelo, pintora e poeta Elizabeth Siddal (Lizzie, 1829-1862) e o pintor e poeta Dante Gabriel Rossetti (1828-1882). Como pano de fundo muito bem documentado, surge a Inglaterra do século XIX, e o grupo dos pré-rafaelitas, empenhados no regresso a uma certa pureza dos olhos e da arte. Mas o voo do romance é outro: o do destino, do amor e da doença como luz e danação.

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Até o ano que vem em Jerusalém

Maria da Conceição Caleiro

A história do encontro entre Maria Luís e David, em Até o ano que vem em Jerusalém é, nas palavras do crítico literário Rui Nunes, “uma história de desamparo que os leva numa espécie de peregrinatio ad loca infecta, de Lisboa aos Açores, ao Brasil, à memória de um tempo alemão passado, mas tão presente. Para estes dois, toda a terra é uma expulsão: a Europa expulsa os judeus, os Açores expulsam o exilado, o Brasil acolhe, integrando, assimilando, isto é, expulsando cada um da sua identidade, esbatendo quase todas as diferenças”.