Eu acuso! / O processo do capitão Dreyfus

Eu acuso! / O processo do capitão Dreyfus

Eu acuso!, de Émile Zola, e O processo do capitão Dreyfus, de Rui Barbosa, referem-se ambos ao caso Dreyfus, como ficou conhecida a injusta acusação de traição do oficial francês de origem judaica Alfred Dreyfus, o maior e mais polêmico erro judiciário da história contemporânea. O texto de Zola é uma contundente e implacável denúncia contra os oficiais que ocultaram a verdade no tumultuado caso e a participação do romancista e ativista político na controvérsia, que se estenderia por 12 anos, ajudou a debater e refrear o incipiente anti-semitismo na França. Já o artigo de Rui Barbosa é considerado o primeiro no mundo a apontar as graves irregularidades do processo e a defender publicamente o direito de Dreyfus a um julgamento isento. Foi publicado em 1895 no Jornal do Commercio, portanto, três anos antes do artigo de Zola. 

R$ 44,32

Ficha Técnica

ISBN 978-85-7715-069-4
Ano de Publicação 2007
Edição
Páginas 110
Dimensões 11,5 × 17,5 cm
Idioma Português

sobre os autores

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Émile Zola

Emile Zolá (Paris, 1840—id. 1902), romancista, ativista político e crítico francês, figura ao lado de Balzac como um dos mais importantes e prof́ıcuos escritores do século XIX. Sua obra, fortemente marcada pelo realismo social, muitas vezes de caráter documental, além do acabamento estético, possui o mérito de ter refletido as mudanças que as revoluções industrial e econômica introduziram na França. Militante e um dos mentores da escola naturalista, Zola conheceu de perto a pobreza. Foi colega de classe de Paul Cezanne, em Aix-en-Provence, onde passou a infância. Em 1859, abandona os estudos após tentar duas vezes o exame para bacharel e vive dois anos de grande penúria. Em 1870, inicia a redação de uma extensa série de romances, o ciclo dos Rougon-Macquart (1871–1893). Deles destacaram-se Naná (1879), retrato franco sobre a prostituição, e Germinal (1885), relato chocante sobre as condições desumanas impostas aos mineiros. Falece em circunstâncias misteriosas, vítima de envenenamento por monóxido de carbono em decorrência de uma obstrução na chaminé de sua lareira.

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Rui Barbosa

Rui Barbosa (Salvador, 1849–Petrópolis, 1923), escritor, jornalista, jurista, diplomata, tradutor e político brasileiro, foi um dos mais destacados e influentes estadistas que o Brasil já teve. Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, liderou em 1907 a delegação brasileira na Conferência de Paz, em Haia, Holanda. Lá, sua participação brilhante lhe valeu renome internacional e a alcunha de “Águia de Haia”. Em 1893, por combater o golpe que levou Floriano Peixoto à presidência, teve de se exilar, primeiro em Buenos Aires, depois em Lisboa e, por fim, em Londres, onde permanece até 1895, e de onde contribuía para a imprensa brasileira com uma série de artigos mais tarde publicados sob o título de Cartas de Inglaterra (1896). Concorreu duas vezes à presidência do Brasil, e em 1921 foi eleito juiz da Corte Internacional de Justiça. Sua obra, rica e extensa, abrange vários campos do saber, e inclui os Comentários à Constituição Federal BrasileiraO Elogio de Castro Alves (1881), Visita à terra natal (1893), Discursos e conferências (1907) e a célebre Oração aos moços (1920).

Tradução

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Ricardo Lísias

Ricardo Lísias é escritor e doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo. Publicou Capuz (Hedra, 2001), Dos nervos (Hedra, 2004), Anna O. e outras novelas (Globo,2007), entre outros t́ıtulos.

Organização

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Ricardo Lísias

Ricardo Lísias é escritor e doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo. Publicou Capuz (Hedra, 2001), Dos nervos (Hedra, 2004), Anna O. e outras novelas (Globo,2007), entre outros t́ıtulos.