Max Blecher

Max Blecher

Max Blecher (1909–1938) nasceu em Botoșani, Romênia, filho de bem-sucedidos comerciantes judeus do ramo da porcelana. Cursou o liceu em Roman, e em 1928 matriculou-se no curso de medicina da Universidade de Rouen, na França, que abandonou pouco tempo depois por conta de uma tuberculose óssea. Os médicos imediatamente o despacharam para um sanatório em Berck-sur-Mer, na costa francesa do Canal da Mancha. Em 1933, foi encaminhado para tratamento em Leysin, nos Alpes suíços, e de lá para Techirghiol, na costa romena do Mar Negro. Finalmente, ao concluir que os sanatórios não poderiam ajudá-lo, voltou para Roman, a cidade onde vivia sua família. E lá faleceu, em 1938. A década de internações lhe rendeu produção vasta: correspondeu-se com André Breton, líder do movimento surrealista francês, com os escritores romenos Mihail Sebastian e Ilarie Voronca e com o filósofo alemão Martin Heidegger, e escreveu os livros Corpo transparente, Corações cicatrizados e Acontecimentos na irrealidade imediata, além de A toca iluminada.