A toca iluminada
Max Blecher Tradução Fernando Klabin · Paratextos Luis S. Krausz

A toca iluminada

Diário de sanatório

Publicado postumamente, A toca iluminada (1971) é o último romance de Max Blecher. A matéria fundamental desta obra autobiográfica é a experiência do autor em internações durante os anos 1930. À debilidade do corpo, à falta de mobilidade, ao desconforto e à dor corresponde uma vida interior agitada, nos vários sentidos da palavra, que Blecher registra febrilmente em primeira pessoa. Mesmo fora das instituições hospitalares, o narrador vive nas fronteiras do isolamento, de cujas bordas tenta aproximar-se. Para ele, "mundo real" e sanatório são sobreposições de lugares estranhos, nos quais a rotina e as tentativas de levar uma vida normal não fazem sentido em meio à atmosfera impregnada de morte — dado que muitos dos pacientes, incluindo ele próprio, são terminais.

R$ 54,90

Ficha Técnica

ISBN 978-85-7715-835-5
Ano de Publicação 2024
Edição
Páginas 152
Dimensões 13,3 × 21,0 cm
Idioma Português

sobre os autores

Max Blecher

Max Blecher

Max Blecher (1909–1938) nasceu em Botoșani, Romênia, filho de bem-sucedidos comerciantes judeus do ramo da porcelana. Cursou o liceu em Roman, e em 1928 matriculou-se no curso de medicina da Universidade de Rouen, na França, que abandonou pouco tempo depois por conta de uma tuberculose óssea. Os médicos imediatamente o despacharam para um sanatório em Berck-sur-Mer, na costa francesa do Canal da Mancha. Em 1933, foi encaminhado para tratamento em Leysin, nos Alpes suíços, e de lá para Techirghiol, na costa romena do Mar Negro. Finalmente, ao concluir que os sanatórios não poderiam ajudá-lo, voltou para Roman, a cidade onde vivia sua família. E lá faleceu, em 1938. A década de internações lhe rendeu produção vasta: correspondeu-se com André Breton, líder do movimento surrealista francês, com os escritores romenos Mihail Sebastian e Ilarie Voronca e com o filósofo alemão Martin Heidegger, e escreveu os livros Corpo transparente, Corações cicatrizados e Acontecimentos na irrealidade imediata, além de A toca iluminada.

Tradução

Logo Hedra

Fernando Klabin

Fernando Klabin nasceu em São Paulo e formou-se em Ciência Política pela Universidade de Bucareste. Tradutor, em especial de literatura romena, exerce também atividades editoriais, turísticas e culturais na África Ocidental.

Paratextos

Luis S. Krausz

Luis S. Krausz

Luis S. Krausz é professor de Literatura Hebraica e Judaica da usp, ensaísta e tradutor. Publicou livros como Entre exílio e redenção: aspectos da literatura de imigração judaico"-oriental (2019) e Santuários heterodoxos: heresia e subjetividade na literatura judaica da Europa Central (2017).